<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666</id><updated>2012-02-16T01:34:31.153-08:00</updated><title type='text'>Istmo</title><subtitle type='html'>Ligando o que sai na mídia ao que cai no vestibular.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-7047202354244810354</id><published>2010-04-13T18:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T18:45:30.090-07:00</updated><title type='text'>:: Sobre chuva e culpa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;288 mm de chuva em 24 horas. Mais que a média mensal. Combinação de um dia quente e de grande evaporação com a chegada de uma frente fria carregada de umidade. Muita água de uma vez só. Para escoar, rios canalizados e redes pluviais deficientes e parcialmente entupidas. A maré alta prejudicou o fluxo dos rios e a água acumulou. Enchente. Atrasos, compromissos cancelados, dificuldade para chegar em casa, carros perdidos.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tragédia podia parar por aí, não fosse a geografia peculiar da cidade do Rio de Janeiro, repleta de encostas. A tragédia podia parar aí, não fossem essas encostas densamente ocupadas por populações pobres. Muita chuva, solos encharcados, ausência de cobertura vegetal, peso das construções. Deslizamentos. Casas perdidas, vidas perdidas. Desastre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A culpa é de toda a sociedade", disse Cabral. "Ninguém mandou construir em encosta. Cavou a própria cova", disse o caixa do supermercado onde eu fazia compras dois dias após a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico me perguntando como há pessoas que acreditam que a decisão por construir em encostas, várzeas ou qualquer outra área de risco foi de fato uma escolha. Que outra escolha poderia haver? Viver em áreas regulares? Com que dinheiro? Viver na periferia? Com este sistema de transportes que te rouba 5 horas diárias entre idas e vindas do trabalho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Política habitacional? Oi? Geração e distribuição de renda? Hein? Articulação de redes e subsídios aos transportes? Ahn?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final, a culpa é sempre da vítima. E agora há mais um forte argumento para obter apoio da opinião pública para a remoção de favelas. "É para o bem dessa população". Depois da Nova Sepetiba do Garotinho vem aí a Nova Conchinchina do Paes e do Cabral. E onde não há mais favela, refestela-se o capital imobiliário, remunerado e satisfeito. Mais encostas livres para plantar verde e acumular verdinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-7047202354244810354?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/7047202354244810354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=7047202354244810354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/7047202354244810354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/7047202354244810354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2010/04/sobre-chuva-e-culpa.html' title=':: Sobre chuva e culpa'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-8929669489742091590</id><published>2010-03-16T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T16:49:45.306-07:00</updated><title type='text'>:: A emenda Ibsen e a imoralidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como o tempo sempre joga contra nós, não consegui manter o blog no ano passado. Sequer pretendia reativá-lo, mas a mais recente e absurda disputa política envolvendo o Rio de Janeiro me deu motivação suficiente para pelo menos mais este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Ibsen Pinheiro, do PMDB do Rio Grande do Sul, propôs recentemente uma emenda que apresenta uma nova forma de gerir a distribuição dos royalties advindos da exploração do petróleo no Brasil. De forma simples e clara, isso beneficiaria todas as unidades da federação à exceção dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, sendo este o mais afetado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer avaliação da emenda é preciso compreender o que são os royalties, o centro desta discussão. Royalties podem ser entendidos como uma espécie de direito autoral, pago quando alguém ou alguma empresa explora comercialmente algo que não a pertence. Uma rádio paga 'royalties' à gravadora por montar sua programação com base em obras musicais alheias; empresas pagam royalties a outras empresas quando aplicam a um produto seu a tecnologia patenteada por outra empresa e, seguindo esta lógica, as empresas que exploram o petróleo na plataforma continental brasileira pagam royalties aos municípios e estados em cuja área o recurso é extraído porque estão lucrando com a comercialização de algo que não lhes pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual forma de distribuição de royalties no Brasil remunera os municípios e estados produtores e leva em consideração outras questões além da acima exposta. Em primeiro lugar, a extração de petróleo gera danos ambientais que atingem diretamente a área onde o recurso é explorado. Em segundo lugar, a atividade de extração gera uma grande atração populacional para os municípios litorâneos do norte do estado do Rio de Janeiro, promovendo crescimento exponencial da população, sobrecarga sobre a estrutura urbana e sobre os serviços oferecidos nestes municípios. Mais gente pra estudar, pra adoecer, pra circular no transporte público, pra gerar lixo, pra poluir. O município de Rio das Ostras, por exemplo, teve acréscimento populacional de 105% entre 2000 e 2007, convive com constantes congestionamentos e observa o crescimento das taxas de criminalidade. Há que se considerar, ainda, que o petróleo é o único produto sobre o qual o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide no estado de consumo, não no estado de produção. Em outras palavras, o Rio de Janeiro concentra a produção de cerca de 80% do petróleo nacional, mas só recebe o ICMS que incide sobre a parte deste petróleo consumida no estado do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, a política de distribuição de royalties é uma política compensatória, não um privilégio como muitos pensam. Ela remunera os municípios e estados produtores por todos os impactos negativos que a indústria petrolífera provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emenda Ibsen propõe que os royalties sejam distribuídos pelos estados seguindo a mesma regra que baseia a distribuição de recursos federais para o Fundo de Participação dos Estados. Assim, o Rio de Janeiro perderia cerca de R$7 bilhões anuais, deixando de ser o principal beneficiário para ocupar a amarga 22a. posição no ranking de recebimento de royalties num total de 26 estados. Resumindo, a emenda é um acinte. Absurda e imoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara dos Deputados e o Senado já a aprovaram. O presidente Lula pode vetar. Se vetar, cria um problema política com 24 estados brasileiros. Se não vetar, cria um problema político com 2 estados, sendo um deles, o Rio, um histórico reduto eleitoral do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que estamos em ano eleitoral e que seja qual for a decisão do Lula, isso cria um problema político para o presidente, tudo aponta para uma mesma direção: a emenda Ibsen tem pretensões políticas, não econômicas. O deputado Ibsen Pinheiro não pretende com ela ganhar uns trocados às custas do Rio de Janeiro. Pretende, sim, ajudar a minar a candidatura de Dilma Roussef. E por fazer isso de forma imprudente, às custas de um estado, seus municípios e sua população, a emenda merece ser duramente repudiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhemos as cenas dos próximos capítulos... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-8929669489742091590?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/8929669489742091590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=8929669489742091590&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/8929669489742091590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/8929669489742091590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2010/03/emenda-ibsen-e-imoralidade.html' title=':: A emenda Ibsen e a imoralidade'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-6130126275887890845</id><published>2008-10-16T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T18:40:03.790-07:00</updated><title type='text'>Quem tem medo da fome?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escrevi este texto esta semana para ser lido no lançamento de uma campanha de doação de alimentos para orfanatos e outras instituições em um dos colégios onde trabalho. Escapa um pouco à proposta do blog, mas é bastante oportuno.&lt;br /&gt;............................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1946 o intelectual brasileiro Josué de Castro publicou um livro intitulado A Geografia da Fome. Naquela ocasião o livro causou grande polêmica, pois a fome era entendida como algo insuperável e resultante de adversidades da natureza. Se as pessoas passam fome no Nordeste, por exemplo, é por causa da seca – pensava-se. Castro inova ao alertar para o óbvio: a fome é um flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessenta e dois anos mais tarde estamos aqui, refletindo sobre a fome. E não se trata daquela fome que a gente sente às seis da manhã, antes de nos sentarmos para o café da ou aquela fome que sentimos por volta das nove, quando começamos a contar os minutos para o recreio, quando vamos pedir um pão de queijo na cantina. Estamos aqui buscando refletir sobre uma fome que dói. Uma fome que mata. Uma fome que nunca sentimos. E é por que não queremos senti-la que devemos nos indignar diante da persistência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum lembrar-se da África quando o assunto é fome. Não precisamos ir tão longe. Do lado de cá do atlântico há muitos famintos. Na Bolívia? No Suriname? Lá também... Mas segundo a PNAD realizada pelo IBGE em 2004, 13 milhões de brasileiros passam fome. Treze milhões. Devem estar todas no Nordeste, certo? Que mania nós temos de procurar os problemas tão longe quando eles estão debaixo de nossos olhos. Será que não queremos ver? No Polígono das Secas, no Nordeste, 6,5% das crianças com menos de 5 anos de idade são subnutridas. Na Cidade de Deus são 10%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que há fome? Falta alimento, como sugeriu Malthus no longínquo ano de 1798? Sabemos que não. Há alimento suficiente para alimentar mais de nove bilhões de pessoas no planeta. Somos pouco mais de seis. Falta acesso ao alimento, isso sim. Enquanto alguns milhões de brasileiros aguardam ansiosos o fim da feira para engolirem as laranjas apodrecidas que não julgamos dignas para o nosso suco, outros pagam algumas dezenas de reais para se sentarem a mesa de uma churrascaria onde o alimento é espetáculo, compondo cascatas de camarões e desfilando em bandejas e espetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há solução? Há, sempre há. Mas infelizmente existem interesses maiores que fazem com que o governo invista muitos bilhões no financiamento da grande monocultura de soja e algodão e alguns trocados na pequena agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos consumidos internamente no Brasil: 24% da pecuária de corte; 49% do milho; 58% da banana; 54% da pecuária de leite; 40% das aves e ovos; 72% da cebola; 67% do feijão; 58% dos suínos e 84% da mandioca (Consea). Enquanto isso continuar, será mais fácil um boi europeu ser alimentado com farelo de soja brasileira que um dos nossos pobres conseguir pagar por um bife do boi em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o governo não faz sua parte, façamos a nossa. Mas não por nós, não para quitar as contas com a nossa consciência. Façamos pelos famintos. Façamos pelos que, como nós, não deveriam passar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando Josué de Castro, uma de suas mais célebres frases dizia que ‘metade da população brasileira não dorme porque tem fome; a outra metade não dorme porque tem medo dos que tem fome’. Ele não poderia estar mais certo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-6130126275887890845?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/6130126275887890845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=6130126275887890845&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/6130126275887890845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/6130126275887890845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/10/quem-tem-medo-da-fome.html' title='Quem tem medo da fome?'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-2208895661903484353</id><published>2008-09-18T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T16:00:19.560-07:00</updated><title type='text'>:: Crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao longo da evolução do capitalismo percebe-se que a relação entre Estado e economia sofreu profundas alterações. Durante os séculos XVIII e XIX imperou a lógica liberal. Estado e economia não se misturavam. Cada um no seu quadrado. Adam Smith criou a metáfora da Mão Invisível do Mercado para expressar a idéia de uma auto-regulação do mercado, através do mecanismo infalível da Lei de Oferta e Procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um período de forte crescimento econômico. Não demorou muito para que empresas norte-americanas se tornassem gigantescas corporações. Nas primeiras décadas do século XX tudo ia muito bem, especialmente porque a Europa, arrasada pela I Guerra, precisava importar quantias significativas de produtos dos Estados Unidos, o que estimulou investimentos em ações destas empresas. Mas então, no final da década de 1920, com a economia já recuperada, a demanda por importações na Europa é reduzida drasticamente, o que derruba o valor das corporações americanas. Procurando reduzir as perdas, muitos investidores colocam suas ações a venda. Foi então que a Lei da Oferta e Procura passou sua 'mão invisível' na bunda do mercado. Crise generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de planos. O Estado precisava retomar investimentos, arrumar a bagunça e dar novos rumos à economia. Foram longas décadas de Keynesianismo. Até que o Estado, pesado demais para sustentar seu próprio tamanho, começa a reduzir sua participação direta da economia. Privatizações, concessões à iniciativa privada, corte de investimentos. Nesse contexto, muitas corporações já tinham superado em importância econômica países inteiros. Pressionados, os Estados passam a regular câmbio, controlar juros, emissão de moeda, defender fronteiras e passaram a atuar na economia como coadjuvantes. O circo no neoliberalismo estava armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, numa semana bastante conturbada, uma série de empresas do setor financeiro norte-americano decretam falência. Entre elas, o segundo maior banco do país e a terceira maior seguradora do mundo. Mas o que surpreende é o que vem depois: o governo dos Estados Unidos injetam bilhões de dólares para estatizar estas empresas e evitar o pior, um &lt;em&gt;revival &lt;/em&gt;de 1929.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a sensação de que o neoliberalismo foi colocado contra a parede. Será que o Estado Mínimo voltará a ganhar espaço? Será que se inicia uma nova fase dentro da evolução do sistema capitalista? É cedo para avaliar, mas não há dúvidas de que o mês de setembro, mais uma vez, entrará para a história dos Estados Unidos. Naquela ocasião, duas torres tombaram. Agora, tombam velhos paradigmas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-2208895661903484353?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/2208895661903484353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=2208895661903484353&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/2208895661903484353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/2208895661903484353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/09/crise.html' title=':: Crise'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-5199006140879271351</id><published>2008-09-02T16:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T15:08:34.407-07:00</updated><title type='text'>Classe Mérdia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já faz algum tempo que a imprensa brasileira noticiou, com pompa, o crescimento da classe média. Agora, 52% dos brasileiros pertencem ao bolo do meio. O dinamismo econômico, a geração de empregos e mais um monte de blá blá blás teriam contribuído para a redução da pobreza e inclusão de milhões de brasileiros na classe média. E em dezembro o Papai Noel vem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatística é uma coisa impressionante. Dá pra transformar a realidade apenas alterando alguns detalhes nas metodologias estatísticas. O Brasil pode ser a décima maior economia do planeta ou a décima quarta, o Rio pode ter menos homicídios que São Paulo ou se tornar a capital mais violenta, os pobres podem deixar de ser pobres. Tudo assim, na ponta do lápis, no visorzinho da calculadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a pobreza tem sido reduzida no país, bem, isto é incontestável. Algumas políticas (aliás, duramente criticadas pela classe média e pela elite) têm, sem dúvida, provocado efeitos positivos para os mais pobres. O Bolsa Família, por exemplo, vem contribuindo para o desenvolvimento do comércio no Nordeste. Já são três anos consecutivos de crescimento a taxas chinesas! E se o comércio cresce, cresce a produção, aumentam os empregos, aumenta a renda média da população, que impulsiona o consumo, que estimula o comércio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nova classe média brasileira é, segundo a Fundação Getúlio Vargas, aquela constituída por famílias com renda mensal entre R$1065 e R$4591. Não, você não leu errado. Não é renda per capita. É renda &lt;strong&gt;familiar&lt;/strong&gt;! De repente eu fiquei rico. Dormi classe média e acordei elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu vou ali a Paris fazer umas comprinhas, recomendo que vocês assistam &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs"&gt;este vídeo&lt;/a&gt;. É genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: post motivado por debates virtuais com o Breno.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-5199006140879271351?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/5199006140879271351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=5199006140879271351&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5199006140879271351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5199006140879271351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/09/classe-mrdia.html' title='Classe Mérdia'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-54178227114934211</id><published>2008-09-02T13:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T13:32:08.259-07:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://europanet.com.br/motomax/upload/blog/Hog-1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://europanet.com.br/motomax/upload/blog/Hog-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje os jornais amanheceram estampando, em suas capas, o interesse de José Serra, prefeito de São Paulo, em construir uma nova rodovia ligando Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto estima custos de aproximadamente R$ 3 bilhões e a rodovia seguiria um traçado paralelo à já existente Via Dutra. O objetivo seria desafogar a rodovia, que, segundo o prefeito, estaria saturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errar é humano, mas insistir nos erros é politicagem (leia-se sacanagem). Torrar mais dinheiro no fortalecimento de um sistema de transportes de base rodoviária altamente ineficiente e caro, pra não falar altamente poluente? Construir uma rodovia paralela a outra já existente quando a concessionária que opera a Via Dutra está criando vias marginais ao longo dos trechos mais críticos, como Rio-Nova Iguaçu? Engavetar o projeto de construção do trem de alta velocidade ligando as duas metrópoles e articulando a região industrial do Vale do Paraíba? Quem ganha com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, apenas as empreiteiras. Mas eu duvido se estas mesmas empreiteiras não vão aparecer na prestação de contas da campanha Serra 2010 como principais doadoras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-54178227114934211?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/54178227114934211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=54178227114934211&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/54178227114934211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/54178227114934211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/09/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-5300489626703201726</id><published>2008-07-29T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T15:15:59.803-07:00</updated><title type='text'>Eu já sabia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abri o Globo Online hoje e li "Fracassam negociações de Doha para liberalização do comércio mundial". Confesso que deu vontade de escrever num pedaço de papel o que os gaiatos sempre mostram para as câmeras da TV nas finais esportivas: "Eu já sabia!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal obstáculo à liberalização do comércio mundial hoje é a questão dos subsídios agrícolas oferecidos aos produtores pelos países desenvolvidos, sobretudo pelos Estados Unidos e pela União Européia. Os países subdesenvolvidos, com destaque para Brasil, China e Índia, líderes do G-20, alegam que não conseguem competir com os produtos agrícolas dos países mais ricos e estes dizem que não vão reduzir os subsídios por se tratar do setor mais frágil de suas economias. Chega-se a um impasse que pretendia-se resolver durante as negociações mais recentes da já desgastada Rodada de Doha. Doce ilusão. Seria o mesmo que esperar que Palestinos e Israelenses tirassem do papel o Plano de Partilha da Palestina após uma reunião diplomática com duração de 10 dias. Com interesses muito distintos na mesa fica muito difícil chegar a acordos favoráveis a todos. Não dá pra somar zero. Pra alguém ganhar, alguém vai perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rodada" é o nome dado aos períodos de negociação comercial no âmbito da OMC, antigo GATT. O nome subseqüente é uma referência à cidade que abrigou o primeiro fórum de discussões do debate. Já houve Rodadas de Genebra (1947 e 1955-1956), de Annecy (1949), Torquay (1950-1951), Dillon (1960-1961), Kennedy (1964-1967), Tóquio (1973-1979), Uruguai (1986-1993) e Doha (2001-...). A de Doha é a que envolve mais países, mais temas, mais controvérsias e é a primeira rodada desde a criação da Organização Mundial do Comércio, em 1995, decisão tomada durante a rodada do Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro as negociações serão retomadas mais uma vez. As questões serão as mesmas, os atores envolvidos também. Alguém tem um palpite sobre o resultado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais sobre a OMC e as rodadas comerciais, acesse &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_Trade_Organization"&gt;o artigo sobre a OMC na wikipedia&lt;/a&gt;, na versão em inglês. Completíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-5300489626703201726?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/5300489626703201726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=5300489626703201726&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5300489626703201726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5300489626703201726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/07/eu-j-sabia.html' title='Eu já sabia...'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-1337457451149402158</id><published>2008-07-14T20:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-14T20:28:08.058-07:00</updated><title type='text'>Gigantes Globais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A inspiração está passando longe, mas três fatores motivaram este texto. Em primeiro lugar, ficar algum tempo sem postar é aceitável, mas completar um mês sem novidades é demais. Além disso, dois de meus quatro leitores reclamaram no texto anterior que isso aqui anda muito parado e se a insatisfação popular derruba governos, não quero ver o que ela pode fazer com blogs. E, finalmente, quando abri o Globo de hoje li em letras garrafais: InBev compra Bud e cria a maior cervejaria do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é só mais um episódio de uma tendência cada vez mais consolidada. Em um momento de crise no capitalismo mundial, muitas vezes a única saída é a concentração de capitais. Fusões e incorporações de empresas transnacionais são efetuadas todas as semanas em todos os cantos do planeta como estratégia de redução de custos, ampliação das margens de lucro, ampliação de mercados, enfim: estratégias de sobrevivência. O caso da Inbev, aliás, é bastante emblemático.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, Brahma e Antartica, as principais cervejarias brasileiras, efetivaram uma fusão e deram origem à AmBev, a segunda maior cervejaria das Américas. Há alguns anos a Ambev aliou-se à belga Interbrew, dando origem à InBev, a segunda maior cervejaria do mundo. E agora, a Anheuser-Busch, já fruto de uma fusão, foi incorporada à Inbev. Formou-se uma gigante mundial do setor de bebidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta gigante garante seu lugar ao lado de outras gigantes globais, resultado de concentração de capitais, cada uma em seu setor: TimeWarner nas comunicações, Glaxo Smithkline na farmacêutica, Mitsubishi UFJ Financial Group nos bancos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais sobre a tendência de concentração de capitais, clique &lt;a href="http://www.inverta.info/jornal/arquivo/410/Economia/410estudoandib"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://inovabrasil.blogspot.com/2007/09/economia-mundial-apresenta-tendncia-de.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-1337457451149402158?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/1337457451149402158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=1337457451149402158&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/1337457451149402158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/1337457451149402158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/07/gigantes-globais.html' title='Gigantes Globais'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-2479287763383429265</id><published>2008-06-16T19:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T19:34:53.396-07:00</updated><title type='text'>Cidade do Medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A UFRJ ainda abriga os principais nomes da geografia brasileira contemporânea. Por isso mesmo, sempre que novos livros são publicados por professores do Departamento de Geografia da instituição, diversos vestibulares incluem uma questão sobre a temática abordada nas publicações. A PUC-Rio, especialmente. Sendo assim, vale a pena dar uma lida &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?t=a_fobopole_segundo_marcelo_lopes_de_souza&amp;amp;cod_Post=108643&amp;amp;a=96"&gt;nesta entrevista&lt;/a&gt;, do Prof. Marcelo Lopes de Souza, autor do recém-publicado "Fobópole".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-2479287763383429265?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/2479287763383429265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=2479287763383429265&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/2479287763383429265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/2479287763383429265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/06/cidade-do-medo.html' title='Cidade do Medo'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-8754634752408742748</id><published>2008-06-13T06:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T13:08:01.268-07:00</updated><title type='text'>Xeque Mate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que a América Latina seja o quintal dos Estados Unidos não é novidade nenhuma para ninguém minimamente informado. Desde o século XIX os interesses políticos e econômicos do tão temido Império do Norte sobre as terras ao sul do Rio Grande são imensos. Tudo começou com a Doutrina Monroe, enunciada por James Monroe no distante ano de 1823, quando os Estados Unidos resolveram colocar um freio na influência européia sobre a América Latina. "A América para os americanos". De cara fica a pergunta: que América para que americanos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de todo o século XIX e XX a influência continuou, mas durante os anos da Guerra Fria os olhares dos Estados Unidos estavam mais preocupados com a situação da Europa. Isso fez, por exemplo, que a IV Frota norte-americana, que navageva pelas águas da América do Sul, tivesse sido desativada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Fria terminou, oficialmente, em 1991. Desde então os Estados Unidos redescobriram a América. A criação do NAFTA e a tentativa de criação da Alca são sinais da retomada do interesse dos Estados Unidos pela região. Em 2000, a criação do Plano Colômbia, também. Mas todo este interesse jamais esteve tão claro quanto agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente foi descoberto, no sul da América do Sul, entre Brasil, Argentina e Paraguai, um gigantesco reservatório de água subterrânea, conhecido pelo nome de Aquífero Guarani. Estudos estimam que a água ali armazenada seja suficiente para abastecer todo o planeta por mais 180 anos! O Brasil, que até outro dia tinha reservas petrolíferas conhecidas totalizando 15 bilhôes de barris, de repente entra para o rol dos maiores detentores de reservas. Já são 60 bilhões de barris e hoje mesmo, dia 13 de junho, a Petrobras anunciou a descoberta de mais um megacampo na Bacia de Santos, a cerca de 5 mil metros de profundidade. Considerando que as reservas dos Estados Unidos não chegam a 30 bilhões de barris e que seu consumo ultrapasse os 7 bilhões ao ano, encontrar tanto petróleo no território de um país tão mais pacífico do que o Iraque ou o Irã é bastante tentador. Tem a Amazônia também, que sempre despertou interesses. E tudo isso num continente em claro processo de esquerdização. Chavez na Venezuela, Corrêa no Equador, Morales na Bolívia, Bachelet no Chile, Lugo no Paraguai, Lula no Brasil...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante da situação, os Estados Unidos resolveram arregaçar as mangas e mostrar quem manda na área. Lembra da IV Frota? Pois é... Faz mais ou menos um mês que ela foi reativada e desde então um porta-aviões nuclear com capacidade para 40 aviões de combate está circulando pela costa brasileira. Ameaça de guerra iminente? Ainda não. Mas até quando?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso o presidente Lula tentou articular uma união política dos países da América do Sul. A Unasul - União das Nações Sulamericanas - também tem a pretensão de funcionar como um plano de defesa mútua, como a OTAN, nos tempos da Guerra Fria. Se algum país for ameaçado de guerra na América do Sul, todos os demais seriam mobilizados para a defesa. A União ainda não foi aprovada porque a Colômbia colocou-se contra. Não por acaso, existem forças militares dos Estados Unidos no território colombiano, neste momento, apoiando a luta contra as Farc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tabuleiro de xadrez está montado. Os competidores estão apresentando suas estratégias. Torçamos para que não exista a ameaça de um Xeque, porque, neste caso, o Xeque Mate seria certo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para ler sobre este assunto, procure a edição de junho do Le Monde Diplomatique Brasil, nas bancas. Ainda não está disponível na Internet.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-8754634752408742748?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/8754634752408742748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=8754634752408742748&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/8754634752408742748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/8754634752408742748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/06/xeque-mate.html' title='Xeque Mate'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-3825224449248378654</id><published>2008-05-29T07:11:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T07:24:18.019-07:00</updated><title type='text'>Produção, Consumo e Descartabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SD67af8H-VI/AAAAAAAAAKU/ZKjTfAyKaFM/s1600-h/217x188_SoS_Banner007.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SD67sf8H-XI/AAAAAAAAAKk/0fRVALs64zI/s1600-h/217x188_SoS_Banner005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205804592449190258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" height="191" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SD67sf8H-XI/AAAAAAAAAKk/0fRVALs64zI/s200/217x188_SoS_Banner005.jpg" width="217" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu poderia escrever muita coisa sobre os impactos da produção industrial sobre o meio ambiente e a sociedade. Poderia escrever também sobre a sociedade de consumo, sobre a criação de necessidades pela propaganda, sobre os bens-de-consumo-duráveis-não-tão-duráveis-assim, sobre geração de lixo... Mas não vou escrever porque este pequeno vídeo de 21 minutos demonstra tudo o que eu escreveria de forma bem mais interessante e ágil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755"&gt;A História das Coisas (The Story of Stuff)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota: recomendado por Antonio Castellar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-3825224449248378654?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/3825224449248378654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=3825224449248378654&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/3825224449248378654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/3825224449248378654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/produo-consumo-e-descartabilidade.html' title='Produção, Consumo e Descartabilidade'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SD67sf8H-XI/AAAAAAAAAKk/0fRVALs64zI/s72-c/217x188_SoS_Banner005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-838122913031423532</id><published>2008-05-21T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T12:58:06.828-07:00</updated><title type='text'>Petróleo, Etanol e Preço dos Alimentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SDcg1v8H-UI/AAAAAAAAAKM/D7GBxAj068Q/s1600-h/jornal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203664002223700290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SDcg1v8H-UI/AAAAAAAAAKM/D7GBxAj068Q/s200/jornal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olimpíada ainda nem começou e dia após dia os jornais noticiam recordes sendo quebrados. O atleta que tem demonstrado todo este vigor atende pelo nome de Petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O barril do petróleo leve ultrapassou a fronteira dos U$130 nesta quarta-feira. Há um ano o barril custava pouco mais de U$60 e há 4 anos, conforme comprova a fotografia tirada por mim em maio de 2004 (ao lado), os jornais davam destaque à cotação histórica de U$41.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vários os fatores que contribuem para tamanho crescimento do preço do barril do petróleo. especulação de investidores, grandes catástrofes naturais (como o Katrina, em 2005, que paralizou a produção de petróleo no Golfo do México por algum tempo), conflitos envolvendo países produtores do óleo, instabilidade política e a velha conhecida Lei da Oferta e da Procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil prever o que acontece quando o aumento da demanda por petróleo, estimulada pelo aumento do consumo de energia em todo mundo - e na China, em especial - não vem acompanhada pelo aumento da oferta. Os principais produtores de petróleo do mundo têm mantido parte de sua capacidade produtiva na ociosidade, a fim de pressionar a alta dos preços e, com isso, acumularem mais divisas. A solução mais simples seria aumentar a produção para atender à demanda e baixar os preços. Isto envolve, no entanto, antecipação do esgotamento das reservas de petróleo e aumento da emissão de poluentes na atmosfera. Não é uma questão simples. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os biocombustíveis, em especial o etanol de cana-de-açúcar, poderiam atender parte desta demanda por energia. Nos últimos meses, entretanto, foi eleito como vilão do processo de elevação do preço dos alimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O raciocínio simplista decreta que a necessidade de destinar áreas agricultáveis para o plantio da matéria-prima do etanol reduz as áreas com plantio de bens alimentícios. Em geral, raciocínios simplistas mascaram a complexidade das situações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aonde eu quero chegar? Bem... será que o Petróleo não teria nada a ver com essa história de alta no preço dos alimentos? Afinal, os fertilizantes utilizados pelas grandes propriedades monocultoras são derivados de petróleo. Os combustíveis utilizados pelos tratores e demais máquinas, também. Os caminhões que levam os alimentos das áreas produtoras e os distribuem para os mercados finais são movidos a diesel, também derivado do petróleo. E o petróleo, como vimos, ficou mais caro. Muito mais caro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se até hoje ninguém falou sobre o papel do petróleo nesta inflação do preço dos alimentos é porque existem muitos interesses envolvidos. Moral da história: o petróleo tem muito mais culpa no cartório do que o etanol, mas seus advogados são beeem mais influentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leia sobre a elevação do preço do petróleo &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/05/20/quem_o_responsavel_pela_gasolina_us_4_-427466917.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-838122913031423532?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/838122913031423532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=838122913031423532&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/838122913031423532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/838122913031423532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/petrleo-etanol-e-preo-dos-alimentos.html' title='Petróleo, Etanol e Preço dos Alimentos'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SDcg1v8H-UI/AAAAAAAAAKM/D7GBxAj068Q/s72-c/jornal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-6874677214557647131</id><published>2008-05-15T17:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T17:45:05.726-07:00</updated><title type='text'>A fatia dos mais ricos aumentou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira, uma pesquisa com resultados surpreendentes. Quem pensava que a redução relativa da pobreza (ocorrida nos últimos anos como resultado do crescimento econômico do país e de programas do governo como o Bolsa Família) poderia diminuir a concentração de renda no Brasil, estava enganado. Os números mostram que 75,4% da renda nacional está concentrada entre os 10% mais ricos da população. É como se 10 pessoas repartissem uma pizza de oito pedaços e uma delas ficasse com seis pedaços, deixando as outras nove com apenas dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que contribui para tamanha concentração de renda? Entre outros fatores destaca-se o sistema tributário. Os impostos têm peso maior sobre a renda dos mais pobres do que sobre a renda dos mais ricos. E a culpa não é só dos impostos diretos, como o IPTU, o IPVA ou o temido Imposto de Renda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tente imaginar uma mesa de café da manhã: frutas, pães, queijos e sucos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, 18% do valor das frutas corresponde a impostos. No caso do pão francês o peso dos impostos sobe para19,7%. Queijos e bebidas não-alcoólicas têm 33% e 45% de seu preço inflacionado por impostos. É muito imposto. E eu, você, o porteiro do seu prédio e o Luciano Huck pagamos os mesmos impostos. Aí fica a pergunta: no bolso de quem estes impostos que incidem sobre o valor de tudo o que compramos terá maior impacto?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/15/materia.2008-05-15.3311176373/view"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler mais sobre a pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota: tema sugerido por Eduardo Miceli.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-6874677214557647131?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/6874677214557647131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=6874677214557647131&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/6874677214557647131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/6874677214557647131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/fatia-dos-mais-ricos-aumentou.html' title='A fatia dos mais ricos aumentou'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-4544183256923003467</id><published>2008-05-14T12:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T13:46:06.427-07:00</updated><title type='text'>Terremoto na China</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCtMrotVyEI/AAAAAAAAAJk/L0Gf6xRBwew/s1600-h/china.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCtMrotVyEI/AAAAAAAAAJk/L0Gf6xRBwew/s320/china.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200334507275044930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há dois dias um terremoto de grande magnitude atingiu a província de Sichuan, na região Centro-Sul da China (veja o mapa). Em algumas cidades quase todos os prédios foram destruídos. O acesso à região é dificultado pelos deslizamentos de terra que tornaram necessária a interdição de inúmeras rodovias.  Até  agora já foram contabilizados mais de 14 mil mortos e os números tendem a aumentar porque agora começam as mortes indiretas, resultantes não mais do desabamento de prédios e outras estruturas e sim do desabastecimento de água, alimentos e medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCtNvYtVyGI/AAAAAAAAAJ0/Ybi51ft8QNA/s1600-h/tecnonic_plates_boundaries.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCtNvYtVyGI/AAAAAAAAAJ0/Ybi51ft8QNA/s200/tecnonic_plates_boundaries.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200335671211182178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os terremotos podem ser ocasionados por diversos fatores mas estão, em geral, associados à tectônica de placas. Este terremoto, que atingiu 7,9 graus na Escala Richter, é resultado da colisão da Placa Eurasiana com a Placa Indiana, no norte da Índia (veja a imagem de satélite). O episódio chama a atenção para o fato de os terremotos serem ainda mais destrutivos quando ocorrem em regiões pobres, sem infra-estrutura preparada para resistir aos tremores e desprovidos de uma rede de sismógrafos que possam alertar a população sobre os tremores, ainda que apenas poucos segundos antes de eles atingirem as grandes concentrações urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia sobre este terremoto &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u401751.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;a href="http://www.apolo11.com/terremotos.php"&gt;neste link&lt;/a&gt; você tem acesso ao monitoramento de terremotos em todo o planeta, em tempo real.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: o mapa foi retirado do site do jornal O Globo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-4544183256923003467?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/4544183256923003467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=4544183256923003467&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/4544183256923003467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/4544183256923003467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/h-dois-dias-um-terremoto-de-grande.html' title='Terremoto na China'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCtMrotVyEI/AAAAAAAAAJk/L0Gf6xRBwew/s72-c/china.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-1898954291135011010</id><published>2008-05-10T20:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T08:35:56.329-07:00</updated><title type='text'>Flashback</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCZ44FBCGMI/AAAAAAAAAJc/cJcKBdVMkGc/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198975724660332738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCZ44FBCGMI/AAAAAAAAAJc/cJcKBdVMkGc/s320/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A boa da última sexta-feira, na Rússia, foi assistir ao desfile militar de 9 de maio, uma celebração da vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial. A grande novidade do ano foi a exibição de armamento pesado, inclusive mísseis intercontinentais. Isso não acontecia desde o desfile de 1990, quando a União Soviética dava seus últimos suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O uso de atos cívicos para exibição do poderio militar foi prática comum ao longo dos anos da Guerra Fria, aquele período conturbado que se estendeu desde o final da II Guerra Mundial até dezembro de 1991, durante o qual Estados Unidos e União Soviética intimidavam-se mutuamente nos planos político, militar, econômico e ideológico. A intenção era demonstrar que um ataque ao inimigo não era uma boa idéia: o contra-ataque seria imediato e altamente destrutivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que, eventualmente, alguns acontecimentos insistirão em lembrar o conflito leste x oeste. No ano passado, ao anunciar o projeto de construção de um escudo anti-mísseis na Europa com o argumento de que ele protegeria o continente de potenciais ataques iranianos, Bush teve que adiar seus planos depois de ouvir do então presidente russo, Vladimir Putin, que a Rússia "tomaria qualquer medida para evitar a construção do aparato". Em outras palavras: "Pode vir quente que eu estou fervendo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;'revival'&lt;/em&gt; desta sexta-feira chamou a atenção da mídia internacional e deu ainda mais destaque ao primeiro ato público do novo presidente eleito na Rússia. Dimitry Medvedev herdou uma Rússia em situação muito mais confortável do que a encontrada por Putin em 1999. Nos últimos anos, a alta do petróleo e do gás natural garantiu uma revitalização da economia russa. O PIB do país cresceu quase 500% em 7 anos e atingiu a cifra de U$1 trilhão no ano passado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clique &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2875656-EI294,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler sobre o desfile militar na Rússia e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u106841.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler sobre o mal-estar envolvendo o escudo anti-mísseis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-1898954291135011010?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/1898954291135011010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=1898954291135011010&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/1898954291135011010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/1898954291135011010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/flashback.html' title='Flashback'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mklb_nIz6gA/SCZ44FBCGMI/AAAAAAAAAJc/cJcKBdVMkGc/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3311832440000747666.post-5488647365142779580</id><published>2008-05-08T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T17:24:33.333-07:00</updated><title type='text'>Estréia cheia de energia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Istmo é uma estreita faixa de terra de comprimento variado, que liga uma ilha a outra ilha, uma ilha a um continente ou um continente a outro continente. Este blog pretende ser um istmo, um elo entre as principais notícias veiculadas pela mídia e o vestibular. Em outras palavras, pretende destacar e discutir notícias que, de alguma forma, possam inspirar questões nos exames de seleção às universidades pela importância de seus temas. O foco, é claro, será a Geografia, em todas as suas abordagens e escalas: política, economia, sociedade, meio ambiente, Rio, Brasil, mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para começar cheio de energia, com o perdão do trocadilho, destaco a notícia publicada esta tarde no Globo Online: "Cana-de-açúcar supera pela primeira vez energia hidráulica e já é a segunda matriz energética do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A principal fonte de energia no Brasil - responsável por cerca de 1/3 do consumo energético nacional - é o petróleo. Até o ano passado, o segundo lugar cabia à energia hidrelétrica. Em 2007, no entanto, o consumo de hidreletricidade foi ultrapassado pelo consumo de etanol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento do consumo de álcool pode ser associado a diversos fatores: aumento da produção do etanol, elevação do preço do petróleo e forte crescimento da produção de carros bicombustíveis. Além disso, o aumento do consumo de combustíveis foi mais expressivo que o aumento do consumo de energia elétrica, entre 2006 e 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia é das boas. Mostra que o Brasil tem alcançado sucesso na diversificação de sua matriz energética e, melhor, que essa diversificação tem sido alcançada com base em fontes renováveis de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/05/08/cana-de-acucar_supera_pela_1_vez_energia_hidraulica_ja_a_segunda_matriz_energetica_do_pais-427280180.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler a notícia completa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3311832440000747666-5488647365142779580?l=blog-istmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-istmo.blogspot.com/feeds/5488647365142779580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3311832440000747666&amp;postID=5488647365142779580&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5488647365142779580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3311832440000747666/posts/default/5488647365142779580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-istmo.blogspot.com/2008/05/estria.html' title='Estréia cheia de energia'/><author><name>Faber</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05754019469270282375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
